terça-feira

paciência



 Não tenho paciência para os teus desatinos ou para as tuas quedas feitas,
 não tenho paciência para os teus "não sei" para os teus "não" ou para as tuas desculpas numa tentativa de passar uma borracha por cima.
Não quero saber das tuas incertezas, já me bastam as minhas, o teu tempo de antena acabou e durou demais até, embalaste-me na tua música, só que já me enchi dela e estou decidida a que nunca mais me passe pelos tímpanos. 
 Tenho o meu mundo para explorar, não me vou prender no teu, nem por sombras.
  Não tenho mais paciência para ti.







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Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias Não quero ler os Maias.   


                        Mas se a Rita e o Mendes dizem que é bom, vamos deixar as nossas impressões digitais neste tão prezado livro :)





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domingo



Diz-me

Por que tens de tornar as coisas tão complicadas?
vê só a maneira como ages, como se fosses outra pessoa,
e que me deixa frustrada!
A vida é assim,
E cais, e rastejas, e quebras,
e pegas no que recebes e transformas isso em honestidade
e promete-me que eu nunca vou descobrir que é a fingir
não não não













there will always be 
a "lie" in believe
and "over" in lover
an "end" in friends
an "us"in trust
and an "if" in life



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I'm not pretty when i cry.
You make me cry all the time.
This is why i'm not pretty enough for you.





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"Há uma linha que separa o que me faz feliz do que me faz triste."

Hoje sinto-me uma pessoa cheia de complexos.








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Há coisas fantásticas, não há?
"Era uma vez um grupo de amigos
Alguns dos quais já nem se encontram vivos
Desconhecidos do mundo em geral
Em mim desempenharam um papel principal

Era uma vez um grupo de amigos
Dos quais alguns já nem se encontram vivos
Éramos miúdos sonhadores,
Insurrectos mas com valores
Alguns formaram-se doutores, advogados e professores
Uns quantos jogadores e alguns independentes
Agarrados a esta vida com unhas e dentes
Amanhã o sol infelizmente não nasce para toda a gente
Diz-me a morte sem face com a sua foice imponente
Tu eras só um adolescente quando nos deixaste
Perguntei-me vezes sem conta por que razão saltaste
Seria a depressão das drogas ou drama da família
O Rui maluco antes do suicídio tinha o vício de ler a bíblia
Grande Carlitos, o crânio, ninguém preenche o seu vazio
No dia que fez 18 apareceu morto a boiar no rio
O Vilela da viela levou os pais à ruína
Primeira droga que experimentou, aos 14, foi a heroína.



Mano Ibrahim o teu sorriso ficará para sempre
A boa disposição contagiava toda a gente
Noites belas, aquelas, em que soprávamos velas
Às vezes fecho os olhos, consigo imaginar-me nelas
Vivo no mundo daqueles que partilham uma experiência
Da dor vivida no interior duma sala de urgência
Mas mesmo assim num desisti ou baixei os braços
Chorei e ri, frente a frente, a derrotas e fracassos
Esvaziei uns quantos maços para matar a ansiedade
Mas o fumo ainda era pior porque me matava de verdade
Manos que cumprem pena, visualizem-se nesta rima
Quando saírem: moral, cabeça pra cima
O mundo dá oportunidades, cá fora à vossa espera
Mas nem tudo são rosas, realidade sabe ser severa
Para todos os que estão perdidos, sem rumo ou direcção:
Pensam naquilo que foram, comparem com o são.



Ontem éramos uns putos e jogávamos à bola,
Fumávamos às escondidas nas traseiras da escola
Viajávamos à borla, quantas fugas ao pica?
Corríamos a pé todas as ruas da cidade invicta
Uns cestos nas Camélias, o skate em Matosas,
Carrinhos de rolamentos, velocidades furiosas
Nada de drogas, só pura adrenalina
Por vezes um pouco de álcool, misturado com nicotina
O tempo foi passando e já não nos vemos tanto
Eu recordo (??) cada um pra seu canto
Tanto tempo após, pós estandarte da geração
Em memória de todos aqueles que já partiram
Nada se perde, manos, e tudo se transforma
E a batalha é infinita para quem não se conforma
Desejo-te uma vida longa, saúde e sucesso
Tu sê feliz, mano é tudo o que eu te peço."






para que serve o arrependimento, se isso não muda nada do que se passou? o melhor arrependimento é, simplesmente, mudar. 
e eu mudei.







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Não sei como te chamas, não sei onde vives nem o que fazes,
mas sei que existes e que esperas que a vida tenho ponha no caminho uma mulher como eu.
Tenho saudades tuas, talvez porque nunca te conheci.






sábado






"     I was around you
You couldn't really tell
I held you close while
While you drove you just drove into hell, you know  "














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 E agora,
       jogas com  menos um trunfo.

















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domingo

 É impressionante a facilidade com que as pessoas ultrapassam as coisas, como as esmagam, como as tornam insignificantes de um dia para o outro.
  Como único ser que pensa e raciocina, digo desde já que está fraquejar.
 É tudo demasiado superficial, não podemos mesmo confiar em ninguém.
 Toda a gente mente, toda a gente engana, toda a gente esconde.
 Quando pensamos que é x, tudo parece mudar ao mesmo tempo e afinal já é y.
 Que fado, o nosso!!
  Morremos por dentro aos bocados, morremos e com isso ganhamos experiência mas por vezes, essa nossa experiência não nos serve de nada. Voltamos a acreditar e a esquecer tudo o que ficou tatuado nas nossas memórias.
 Pensamos ser muito sábios mas não sabemos nem um terço do que se passa à nossa volta.
 Podíamos ser grandes, podíamos fazer o que quiséssemos, temos poder para tanto.
Um dia, vamos reparar que estamos a construir uma sociedade e para ironizar estamos a desfaze-la com vícios, com traumas, com desgostos, com tristeza, com solidão, estamos-nos a destruir uns aos outros  e ficamos felizes por isso porque ninguém repara.
 Quando só restar um Homem na Terra, vai olhar ao seu redor e vai-se perguntar "O que eu fiz..." e cairá no chão, extinguindo-se a raça mais fraca, mais demoníaca que algum dia existiu.








DECLARO MORTO E ENTERRADO TUDO O QUE ALGUM DIA NOS RELACIONOU.








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